Minas recebe o mundo da mineração com sabores, música e hospitalidade
Mina de Som e Sabores transforma a área gastronômica da EXPOSIBRAM 2026 em espaço de convivência, cultura e descoberta, reunindo marcas locais, música e referências da identidade mineira ao longo dos quatro dias de evento.
Em meio a equipamentos que impressionam pelo porte, reuniões de negócios e debates sobre os rumos do setor mineral, a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026) também abriu espaço para uma experiência marcada por um traço conhecido de Minas Gerais, sua forma acolhedora de receber.
Realizada de 24 a 27 de agosto, no Expominas, a feira incorporou à programação o Mina de Som e Sabores, ambiente criado para reunir gastronomia, música e convivência. Inspirado na hospitalidade mineira, o espaço foi pensado para ir além de uma praça de alimentação convencional e servir também como ponto de encontro entre visitantes, expositores e profissionais que circulavam pelo evento.
A proposta ganhou forma nos balcões ocupados por marcas locais. Para quem vinha de fora, a experiência gastronômica também se transformava em uma maneira de conhecer Minas.
Na confeitaria DaGabi, por exemplo, a contratada para representar a empresa, Maria Eduarda Silva, acompanhou de perto a curiosidade de visitantes estrangeiros diante de doces muito familiares ao público brasileiro. O brigadeiro, em uma de suas combinações mais conhecidas no Brasil, como cobertura do bolo de cenoura, chamou especialmente a atenção de quem ainda não conhecia essa mistura. Segundo ela, visitantes chineses e espanhóis, principalmente, passaram pelo estande, elogiaram os produtos e demonstraram interesse em retornar.
A presença na feira também ampliou o alcance da confeitaria para além do público que já conhecia a marca. Maria Eduarda relata que uma visitante procurou o estande para comprar doces depois que a irmã viu a empresa pelas redes sociais e pediu que ela aproveitasse a passagem pela EXPOSIBRAM 2026 para levar os produtos para casa.
Tradição servida à mesa
Se para alguns visitantes a descoberta veio pelo doce, em outro balcão ela apareceu em uma receita profundamente associada à cozinha mineira. No Bolão, tradicional estabelecimento de Belo Horizonte, a participação levou para dentro da feira pratos como feijão tropeiro, torresmo de barriga e o conhecido espaguete da casa.
O proprietário do Bolão, Sílvio Júnior, conta que uma das preocupações da marca é preservar as características das receitas que construíram sua identidade. A passagem de visitantes de outros estados pela EXPOSIBRAM 2026 também revelou como um mesmo prato pode carregar referências diferentes.
Segundo Sílvio, muitos chegavam imaginando o feijão tropeiro como uma preparação mais próxima de uma farofa. Ao provar a versão servida pelo Bolão, a surpresa se transformava em elogios e conversa sobre a receita que carrega a essência mineira.
A experiência frequentemente continuava depois da feira. O proprietário relata que visitantes que conheciam o Bolão no Mina de Som e Sabores perguntavam pelo endereço das unidades para visitá-las durante a estadia em Belo Horizonte.
Nesse movimento, a gastronomia deixava de cumprir apenas uma função prática dentro de um evento de grande porte e passava a conduzir parte do público para outros lugares da cidade.
Do pão de queijo da família à curiosidade dos visitantes
Essa combinação entre tradição e novas leituras também aparece na A Pão de Queijaria. A subgerente do estabelecimento, Suellen Silva, explica que a receita do pão de queijo tem origem familiar, enquanto o cardápio foi ampliado com diferentes recheios doces e salgados. A marca desenvolveu ainda outras formas de trabalhar o produto, oferecendo opções doces e salgadas.
Na EXPOSIBRAM 2026, uma situação chamou particularmente a atenção da equipe. Um grupo de visitantes estrangeiros procurou o estande especificamente pelo pão de queijo “Viçosa”, preparado com doce de leite Viçosa, queijo e raspas de laranja. Como a opção não estava disponível no espaço da feira, eles pediram o endereço de uma das unidades da marca para experimentar o produto fora do evento.
O episódio resume bem uma das funções assumidas pelo Mina de Som e Sabores: apresentar uma referência da culinária mineira e despertar interesse suficiente para que a experiência continue.
Comida, música e convivência
A programação musical também acompanhou os quatro dias do evento e ajudou a reforçar a proposta do Mina de Som e Sabores como área de permanência e convivência em meio ao ritmo técnico e comercial da feira. Ao longo da programação, o espaço recebeu atrações ligadas a diferentes estilos, com apresentações que passaram pelo samba, pela música popular e por repertórios voltados à descontração do público.
Entre os nomes que passaram pelo palco estiveram Suellen Araújo, Manu Dias, Simplicidade Samba e Raga Mofe, além do DJ Menucci, responsável por animar os intervalos entre as apresentações. A diversidade musical ajudou a criar um ambiente em que reuniões, conversas e encontros informais dividiam espaço com pratos, doces e shows ao vivo.
Nesse contexto, o Mina de Som e Sabores ampliou a experiência de quem circulava pelo Expominas, nesses quatro dias de evento. Para visitantes brasileiros e estrangeiros, o contato com Minas acontecia também fora dos painéis e dos estandes de negócios, por meio de referências culturais que iam da culinária à música.
Se a feira apresentou a dimensão econômica, tecnológica e estratégica da mineração, o espaço acrescentou outra leitura do território que recebeu o evento. Brigadeiro, tropeiro, pão de queijo, samba e música ao vivo ajudaram a traduzir uma característica bastante associada a Minas Gerais: receber bem também passa pela mesa, pela conversa e pelo encontro.
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